terça-feira, 8 de abril de 2014

#1 ARDE UM FULGOR EXTINTO, Rui Knopfli

Arde um fulgor extinto
no longe da tarde agoniada.
Não me pesaria tanto
a caminhada se, em lugar do dia,
no seu extremo achasse a noite.

Exacta e concisa é a claridade.
Não mente à luz o que a noite
ilude. Terrível destino
o de quem é nocturno à luz solar.

Não vos ponha em cuidado,
porém, este meu penar:

são palavras e não sangram.

2 comentários:

  1. Gostei muito deste poema, que não conhecia. Obrigada pela partilha.
    Beijo

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  2. Ainda bem, Sónia. O Knopfli é um dos meus poetas.
    Outro.

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