Ah, a noite que eu, sem fim, passei...
O Tempo alargava a sua duração
E dava-lhe o cerne do que na vida amei.
Comentaram alguns, pela noite fora,
Como se ia escoando a sua mansidão.
Mas a noite somente consentia a aurora...
Das nuvens tão denso era o breu
Que já não se sabia o que era Terra ou Céu.
Ao longe o raio entre trevas se escondia:
Era um negro que entre lágrimas sorria.
Brandi alto o sabre da minha vontade
E tingi o manto dessa mesma aurora
Ao ferir o colo da escuridade
Com o sangue da noite, pela noite fora.
(versão de Adalberto Alves)
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
#48 - "Cai a noite.", Ibn Sara
Cai a noite.
Sob o manto da sombra
O braseiro é um bálsamo
Que sara o aguilhoar
Dos escorpiões do frio.
Ardente, talhou as mantas,
O nosso cálido abrigo
Onde frio se não consente.
O incêndio na lareira
(Nós olhando fascinados
E a grande taça de vinho
Que vai passando em redor)
Mal nos permite a intimidade
E logo nos afasta.
É uma mãe,
Que umas vezes nos amamenta
E outra nos retira o peito.
(versão: Adalberto Alves)
Sob o manto da sombra
O braseiro é um bálsamo
Que sara o aguilhoar
Dos escorpiões do frio.
Ardente, talhou as mantas,
O nosso cálido abrigo
Onde frio se não consente.
O incêndio na lareira
(Nós olhando fascinados
E a grande taça de vinho
Que vai passando em redor)
Mal nos permite a intimidade
E logo nos afasta.
É uma mãe,
Que umas vezes nos amamenta
E outra nos retira o peito.
(versão: Adalberto Alves)
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