Eu e a noite, Chegámos ao mesmo tempo Àquela povoação: -- Uma aldeia que eu guardo na memória, Como se guarda duma noiva morta A doce recordação.
Fecho os olhos e vejo-a: -- as casas, o moinho, O coreto e a fonte... Quem os ergueu, sabia quem eu sou; E, -- para me encantar como eu, outrora, Arrumava no quarto os meus brinquedos, Tal-qual os arrumou.
Criança? -- Já o não era, Ao mesmo tempo em que isto foi; Mas ainda conservo a sensação (Quase triste, de tão enternecida,) De ser a noite Que me levava pela mão...